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Sinopse

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Com Crime e Castigo, a Editorial Presença inaugura a publicação da obra de um dos maiores escritores de sempre, numa nova e criteriosa tradução, feita directamente a partir do russo. Datado de 1866, este é o primeiro dos grandes romances que Dostoiévski escreveu já em plena maturidade literária, sendo, provavelmente, a mais bem conhecida de todas as suas obras. Recriando um estranho e doloroso mundo em torno da figura do estudante Raskólnikov, perturbado pelas privações e duras condições de vida, é uma das obras por excelência fundadoras da modernidade. Pelo inexcedível alcance e profundidade psicológica, sobretudo no que implica a exploração das motivações não conscientes e a aparente irracionalidade nos comportamentos das personagens, este autor russo tornou-se uma referência universal na literatura, sem perda de continuidade até aos nossos dias. Esta nova versão em língua portuguesa das obras de Dostoiévski, cuja qualidade permite ao leitor usufruir plenamente da extraordinária riqueza dos textos originais, é da responsabilidade de Nina e Filipe Guerra.

Nina Guerra e Filipe Guerra foram os vencedores do Prémio Especial Tradutor - Prémios de Edição LER/Booktailors 2012.


Detalhes

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Colecção Obras de Fiódor Dostoiévski
SKU 9789722327220
Peso 584 g
Largura 15 cm
Altura 23 cm
Número de Páginas 512
Data de Publicação 17/03/2001
Número na Coleção 1
Edição 12
Autores
  • Fiódor Dostoiévski

    Fiódor Dostoiévski, nascido em Moscovo em 1821, foi um dos grandes precursores da mais moderna forma de romance, exemplificada em Marcel Proust, James Joyce, Virginia Woolf, entre outros.

    Filho de um médico militar, aos 15 anos é enviado para a Escola Militar de Engenharia de S. Petersburgo. Aí, desperta-lhe a vocação literária ao entrar em contacto com escritores russos e com a obra de Byron, Victor Hugo e Shakespeare. A sua estreia na literatura acontece em 1846 com a obra Gente Pobre. Foi condenado à morte em 1849, por implicação numa suspeita conjura revolucionária. A pena foi-lhe comutada para trabalhos forçados na Sibéria, tendo sido amnistiado em 1855. A partir desta data inicia-se o período de atividade literária mais intensa com a publicação de algumas das suas obras mais importantes, entre elas Crime e Castigo (1866), O Jogador (1866), O Idiota (1869), Demónios (1872) e Os Irmãos Karamázov (1879-1880).

    Dostoiévski faleceu em S. Petersburgo em 1881.

OPINIÕES [3]

em 5 estrelas
  • de Bruno em 6 de Abril de 2010

    Tenho o livro em casa , mas comecei primeiro pelas obras menoras, para que então, possa estar devidamente preparado para ler esse monumento literário.

  • de Paula em 7 de Janeiro de 2010

    Nesta grande obra, Fiódor aborda essencialmente um tema: “A mente humana”. O próprio título do livro acaba por dar uma pista “Crime e Castigo”. Há um crime, mas como será o castigo? Este será principalmente a nível psicológico! E haverá castigo pior do que a auto-punição? Este é o ponto fulcral desta obra: “A mente humana: a auto-punição”

    Ródion, estudante universitário, é pobre, vive num quarto onde só cabe um sofá onde dorme; uma pequena mesa e umas cadeiras. O quarto é tão pequeno que estando lá quatro pessoas, estas mal se podem mexer. Este cubículo onde vive, aprisiona-o a nível físico e psicológico. No entanto, a sua mente vagueia à procura das mais complexas respostas que têm a ver com a sua própria existência.
    Ródion divide as pessoas em dois grupos: o grupo dos inferiores e o grupo dos homens propriamente ditos (os que no seu meio têm talento para dizer uma “palavra nova”).
    Tentando provar a si mesmo que faz parte deste último grupo, Ródion comete um crime e posteriormente apecebe-se que faz parte dos inferiores. Caso contrário não se auto puniria com a finalidade de encontrar a paz.
    Todas as interrogações e reflexões pelas quais o personagem principal passa estão directamente relacionadas com Dostoievski. Pois este esteve preso e foi condenado à morte por conspirar contra Nicolau I da Rússia. Assim, conviveu de forma próxima com os presos e os seus fantasmas. Ele próprio teve oportunidade de dar valor à sua própria vida, uma vez que esteve vendado num campo de fuzilamento para levar um tiro e no último minuto foi-lhe concedido o perdão. Este aspecto também está bem realçado na sua obra, quando refere na voz de Ródion que não quer apenas existir, mas viver (esta passagem fez-me lembrar a frase de Óscar Wilde)!
    Em Crime e Castigo os personagens assumem um papel representativo da diversidade humana: Ródion (existencialismo e auto-punição); Ludjin (personificação da maldade); Sónia (é a bondade, é aquela que se sacrifica em prol dos outros sem limites); Katarina Ivánovna (loucura, é aquela que quebra o limite da razão) Dúnia e Razumíkin (são o equilíbrio entre todos estes personagens...
    Todos os personagens, nas suas acções acabam ,muitas vezes, por estar entre a razão e a loucura, têm em comum a pobreza com excepção de Ludjin e note-se que essa loucura é indissociável do sofrimento.

    (Quem não leu e pretende ler a obra aconselho a não ler a partir daqui pois contém spoilers, desculpem não consegui evitar)

    Por fim e por influência da mulher que o ama, Ródion confessa o seu crime e passa oito anos na cadeia da Sibéria (local onde o próprio Fiódor esteve detido).
    Durante todo o romance, Ródion é um personagem frio, sofredor, gosta de estar só e não admite ajuda de ninguém para com ele. No entanto, o amor de Sónia traz a redenção a Ródion, fazendo-o renascer para a vida como um novo homem!

    Este foi dos melhores livros que li até hoje, não só pela estória em si, mas pela grandeza dos personagens, pelo que nos transmitem, pela dualidade dos pensamentos e principalmente por me fazer reflectir sobre a complexidade da mente!

    Sem dúvida uma obra prima da literatura!

  • de Manuel Lima em 25 de Junho de 2009

    Foi o primeiro livro que li de Dostoievsky, e aquele que despertou o meu interesse pela sua obra. Hoje já li quase todos os seus livros, e posso dizer-vos que dou o meu tempo por bem empregue. Genial!

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