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Sinopse

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Traduzido directamente a partir do russo pelos vencedores do ´Grande Prémio de Tradução Literária APT/Pen Clube Português´, Nina Guerra e Filipe Guerra, a Presença publica mais um clássico de Dostoiévski. Cadernos da Casa Morta foi inicialmente publicado entre 1860 e 1862 e reflecte uma realidade quase dantesca, onde presos políticos, prisioneiros de guerra e presos de delito comum, vivem lado-a-lado com homens que perpetraram crimes hediondos. É um mundo “absolutamente à parte”, uma micro-sociedade com regras próprias onde o quotidiano se reparte entre os trabalhos forçados, os castigos sádicos, a miséria, o mercado negro, o álcool e os pequenos expedientes de que os prisioneiros se servem não só para sobreviverem, mas para usufruirem da ilusão de fugazes momentos de liberdade. Privado de livros e papel, Dostoiévski redige as suas notas em materiais que consegue recolher e que lhe permitem registar apontamentos de um realismo impressionante, a par das suas reflexões pessoais sobre a natureza humana. Escrito em tom confessional, sóbrio e directo, este relato fica, para quem o lê, como um grandioso hino à vida.

Nina Guerra e Filipe Guerra foram os vencedores do Prémio Especial Tradutor - Prémios de Edição LER/Booktailors 2012.


Detalhes

Detalhes

Colecção Obras de Fiódor Dostoiévski
SKU 9789722329972
Peso 434 g
Largura 15 cm
Altura 23 cm
Número de Páginas 288
Data de Publicação 13/02/2003
Número na Coleção 7
Edição 1
Autores
  • Fiódor Dostoiévski

    Fiódor Dostoiévski, nascido em Moscovo em 1821, foi um dos grandes precursores da mais moderna forma de romance, exemplificada em Marcel Proust, James Joyce, Virginia Woolf, entre outros.

    Filho de um médico militar, aos 15 anos é enviado para a Escola Militar de Engenharia de S. Petersburgo. Aí, desperta-lhe a vocação literária ao entrar em contacto com escritores russos e com a obra de Byron, Victor Hugo e Shakespeare. A sua estreia na literatura acontece em 1846 com a obra Gente Pobre. Foi condenado à morte em 1849, por implicação numa suspeita conjura revolucionária. A pena foi-lhe comutada para trabalhos forçados na Sibéria, tendo sido amnistiado em 1855. A partir desta data inicia-se o período de atividade literária mais intensa com a publicação de algumas das suas obras mais importantes, entre elas Crime e Castigo (1866), O Jogador (1866), O Idiota (1869), Demónios (1872) e Os Irmãos Karamázov (1879-1880).

    Dostoiévski faleceu em S. Petersburgo em 1881.

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